Planejamento de aposentadoria Brasil-EUA: como combinar Social Security e INSS

Planejamento de aposentadoria Brasil-EUA: o que você precisa saber sobre Social Security e INSS

Muitos brasileiros que vivem nos Estados Unidos trabalharam uma parte da vida no Brasil e outra parte nos EUA. A dúvida é comum: “Eu posso usar meu tempo de contribuição no Brasil e nos Estados Unidos para me aposentar?” A resposta, em muitos casos, é sim, porque existe um acordo previdenciário entre Brasil e Estados Unidos em vigor desde 1º de outubro de 2018.

Esse acordo permite somar períodos de contribuição dos dois países para ajudar a pessoa a cumprir o tempo mínimo exigido para alguns benefícios. Ele pode ajudar em pedidos de aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e pensão por morte, dependendo do caso.

O que é o Social Security?

O Social Security é o sistema de previdência social dos Estados Unidos. Para receber aposentadoria pelo Social Security, a maioria das pessoas precisa acumular 40 créditos de trabalho, o que normalmente equivale a cerca de 10 anos de contribuição nos EUA.

A pessoa pode começar a receber o benefício reduzido a partir dos 62 anos, mas o valor cheio depende da idade de aposentadoria completa, que varia conforme o ano de nascimento.

O que é o INSS?

O INSS é o sistema previdenciário brasileiro para trabalhadores do Regime Geral de Previdência Social. Em 2026, a regra geral de aposentadoria no Brasil exige 62 anos de idade e 15 anos de contribuição para mulheres, e 65 anos de idade e 20 anos de contribuição para homens; para homens que já contribuíam antes de novembro de 2019, o tempo mínimo pode ser de 15 anos.

Existem também regras de transição para quem já contribuía antes da reforma da previdência, e essas regras podem mudar conforme idade, tempo de contribuição e pontuação.

Como funciona o acordo Brasil-EUA?

O acordo não significa que um país vai pagar a aposentadoria do outro. Ele significa que o tempo contribuído em um país pode ser usado para ajudar a completar o tempo mínimo exigido no outro país.

Por exemplo, se uma pessoa trabalhou alguns anos no Brasil e depois trabalhou nos Estados Unidos, ela pode pedir que os períodos sejam analisados em conjunto. Cada país calcula e paga apenas a parte correspondente ao tempo contribuído dentro do seu próprio sistema.

No caso dos Estados Unidos, se a pessoa não tiver créditos suficientes para um benefício normal do Social Security, os períodos do Brasil podem ajudar a completar a elegibilidade, desde que ela tenha pelo menos 6 créditos no sistema americano.

No caso do Brasil, o INSS pode contar créditos do Social Security para ajudar a pessoa a cumprir os requisitos brasileiros, e o Governo do Brasil informa que não há exigência de nacionalidade para usar o acordo quando a pessoa está vinculada corretamente a um dos sistemas.

Um exemplo simples

Imagine uma pessoa que contribuiu 8 anos para o INSS no Brasil e depois trabalhou 7 anos nos Estados Unidos. Sozinhos, esses períodos talvez não sejam suficientes para uma aposentadoria completa em cada país.

Com o acordo Brasil-EUA, esses períodos podem ser considerados em conjunto para verificar se a pessoa atinge o tempo mínimo necessário. Mesmo assim, o pagamento não vira um benefício único: o Brasil paga a parte brasileira, e os Estados Unidos pagam a parte americana, conforme as regras de cada país.

Onde solicitar?

Quem mora nos Estados Unidos e quer pedir benefício relacionado ao acordo pode iniciar o processo pela Social Security Administration. O Governo do Brasil informa que o brasileiro residente nos EUA pode apresentar o requerimento junto à instituição previdenciária norte-americana, sem necessidade de ir ao Brasil ou nomear procurador apenas por esse motivo.

Quem mora no Brasil pode solicitar pelo INSS, inclusive pelo Meu INSS ou pela Central 135, conforme orientação do próprio INSS sobre acordos internacionais.

Por que planejar antes?

Planejar a aposentadoria com antecedência evita surpresas. Quem trabalhou em dois países deve guardar documentos, verificar períodos de contribuição, conferir dados no Meu INSS e acompanhar o histórico de trabalho no Social Security.

Também é importante lembrar que aposentadoria pública pode não ser suficiente para manter o mesmo padrão de vida. Por isso, muitas famílias brasileiras nos EUA combinam Social Security, INSS, poupança, investimentos, seguro de vida e outras estratégias de proteção financeira.

O acordo previdenciário Brasil-EUA pode ser uma ferramenta importante para brasileiros que construíram sua vida profissional nos dois países. Ele não garante automaticamente uma aposentadoria maior, mas pode ajudar a pessoa a completar os requisitos mínimos para ter direito a benefícios.

Antes de tomar decisões, o ideal é verificar sua situação no Social Security, consultar o Meu INSS e buscar orientação profissional. Cada caso é diferente, e um bom planejamento pode fazer grande diferença no futuro da sua família.

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Redação SEO

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